sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

NÚMERO PUXA PALAVRA

Algazarra…

Uma borboleta voava,
Dois rapazes a tentava apanhar.
Três abelhas a viram chegar e
Quatro gritos a ouviram dar.

Cinco sapos puderam ajudar, depois de mais
Seis rapazes a eles se terem juntado.
Sete flores começaram a cair de
Oito ramos de cada jardim.
Nove casos tiveram de tratar, depois de
Dez cães os tentarem apanhar!!!


Madalena Velez (7ºA)


Quarto desarrumado

Um quarto bonito
Duas camas para fazer
Três roupas para dobrar
Quatro gavetas para fechar
Cinco peluches no chão
Seis livros na mesa-de-cabeceira
Sete almofadas fora do sítio
Oito bases a manchar
Nove esponjas fora do lugar e…
Dez pessoas a tentar melhorar a situação!

                                    Ana Aquino (7ºA)


Manicómio Animal

Um golfinho a correr
Dois leões a voar
Três gaivotas a nadar
Quatro dragões a dançar
Cinco crocodilos a cantar
Seis cobras a brincar
Sete lobos a miar
Oito dinossáurios a beber
Nove cavalos a escavar e…
Dez ovos a chocar!

João Azevedo (7ºA)


Poema

Uma palavra
Duas letras
Três números
Quatro pontos
Cinco erros
Seis vírgulas
Sete estrofes
Oito rimas a rimar
Nove palavras que faltam
Dez poemas já escritos e …
Onze emoções para partilhar!

Rita Silva (7ºA)


Compras

Um shopping
Duas lojas de maquilhagem
Três lojas de roupa
Quatro lojas de calçado
Cinco raparigas a comprar
Seis batons escuros puseram
Sete calções experimentaram
Oito vestidos compraram
Nove sapatos de salto alto usaram
Dez horas no Shopping demoraram

Ana Rita Ferreira (7ºA)




Futebol à maneira

Uma época para jogar
Dois jogos por acabar
Três guarda-redes para treinar
Quatro campos por explorar
Cinco jogador a jogar
Seis balizas por montar
Sete pessoas a equipar
Oito bancadas por remodelar
Nove linhas por pintar
Dez jogos o Atlético vai ganhar!

Afonso Reis (7ºA)



Vida de estudante!...

Uma professora a falar
Dois alunos a ouvir
Três auxiliares a ralhar
Quatro TPC para fazer
Cinco exercícios por resolver
Seis intervalos para brincar
Sete livros para ler
Oito amigos para ajudar
Nove colegas na sala e…
Dez testes para fazer!

Afonso Lopes (7ºA)




Cacofonia animal

Um leão a rugir
Dois lobos a uivar
Três vacas a mugir
Quatro galinhas a cacarejar
Cinco cavalos a relinchar
Seis gatos a miar
Sete cães a ladrar
Oito pássaros a chilrear
Nove macacos a guinchar
Dez ovelhas a balir!

Ilda Santos (7ºA)



O nascimento

Um menino a nascer
Dois pais a chorar
Três filhos a esconder
Quatro lágrimas do seu olhar.
Cinco pessoas a desesperar,
Seis cirurgiões a operar
Sete membros do novo ser.
Oito instrumentos a ajudar
Nove pessoas a viver.
Dez horas de loucura,
Onze minutos de ternura


Tomas Valente (7ºA)




Vida

Uma idosa a dormitar
Dois adultos a trabalhar
Três jovens-adultos a ralhar
Quatro adolescentes a implicar
Cinco pré-adolescentes a teclar
Seis crianças a brincar
Sete bebés a chorar
Oito recém-nascidos a despertar
Nove fetos a medrar

Dez humanos a VIVER!

 Patrícia Silva (7ºA)


Bactérias

Uma para começar
Dois para continuar
Três para multiplicar
Quatro para um vírus formar
Cinco para incubar
Seis para infetar
Sete a treinar
Oito ou…
Nove a preparar
Dez para o mundo DOMINAR!
Onze bactérias…

Tomás Sousa (7ºA)


Primeiro dia de escola

Um rapaz vai à escola
Dois amigos vai conhecer
Três professores vai ouvir
Quatro vezes vai escrever
Cinco amigos com ele vão lanchar
Seis vezes vai saltar
Sete vezes vai cair
Oito vezes à enfermaria vai
Nove telefonemas à mãe fara
Dez dias em casa ficará!...

Afonso Brás (7ºA)


Vida Animal

Um cão a ladrar
Dois patos a nadar
Três porcos a roncar
Quatro vacas a pastar
Cinco cavalos a galopar
Seis formigas a trabalhar
Sete gatos a miar
Oito macacos pendurados
Nove girafas a partir
Dez joaninhas a voar

Nádia Vieira (7ºA)


Guerra

Um soldado indefeso
Dois aviões de caça
Três inimigos para matar
Quatro bombas para lançar
Cinco sacos de areia a proteger
Seis amigos para ajudar
Sete aviões para dar apoio
Oito tanques inimigos a destruir tudo
Nove paraquedistas a saltar
Dez cadáveres amigos


Diogo Carriço (7ºA)


Comandos à deriva

Uma playstation
Dois jogadores
Três jogos para jogar
Quatro novos quase a sair
Cinco comandos estragados
Seis jogadores para enfrentar
Sete televisões a dar
Oito mil euros de luz
Nove comandos a carregar
Dez medalhas para dar

Diogo Oliveira (7ºA)



Passeio no parque

Uma menina passeava
Dois gatos encontrou.
Três passos deu e
Quatro cães avistou!
Cinco pássaros ouviu, também.
Seis esquilos procurou e
Sete flores cheirou.
Oito amigos descobriu e
Nove começaram a brincar!
Dez - “- Vou apanhar!”.

Laura Lopes (7ºA)

Condução desastrosa

Uma estrada atravessei
Dois amigos encontrei
Três carros avistei
Quatro semáforos derrubei
Cinco cães matei
Seis pneus rebentei
Sete vezes virei
Oito encontros estraguei
Nove motores “pifei”
Dez pesadelos recordarei

João Ferreira (7ºA)


Caçador azarado

Um homem foi caçar
Dois pardais conseguiu avistar
Três pedras fizeram-no tropeçar
Quatro raposas foram-no farejar
Cinco cães foram ajudá-lo
Seis amigos foram levantá-lo
Sete peixes foram pescar
Oito pães foram comprar
Nove caçadores iam lanchar, mas…
Dez javalis roubaram-lhe o petisco!


António Simões  (7ºA)


Estádio cheio

Um rapaz a jogar
Dois outros o foram chamar
Três dias a treinar
Quatro treinadores a avisar
Cinco adversários para enfrentar
Seis colegas o vão ajudar
Sete adeptos o vão apoiar
Oito campos vão pisar
Nove luzes lhes vão apontar
Dez anos vão chutar


Joaquim Vieira (7ºA)





quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

"Dentes de Rato" - Agustina Bessa-Luís


No âmbito do estudo da obra Dentes de Rato de Agustina Bessa-Luís, foi lançado aos alunos um desafio: imaginar que a família de Lourença arranjava forma de acabar com o seu vício de roer maçãs. 


 Eis algumas propostas..


    A mãe de Lourença estava farta de ir à cozinha e encontrar a fruta toda roída, até porque, sem a fruta em condições, não podia fazer os bolos de pêra e maçã de que tanto gostava o pai.
    Ela sabia que tinha de encontrar uma solução, para resolver o problema. Falar com ela, não resolveu; esconder a fruta, também não resultou: tinha um faro tão apurado, que parecia mais um cão… 
    “Porque é que eu tenho de pensar nisto sozinha?”, pensava ela.
    Foi chamar o Falco, a Marta e o Artur para a ajudarem.
    O Artur sugeriu que escondessem a fruta, mas já tinha sido experimentado. A Marta sugeriu falar com ela calmamente, mas também já tinha sido experimentado.
    O Falco, que era calmo, mas também um pouco traquinas, sugeriu bombinhas. ”Bombinhas? Mas bombinhas como?”-  pensaram a mãe e os irmãos.
    O Falco explicou que se pusessem bombinhas na fruteira, estas iriam “rebentar” quando Lourença tentasse ir buscar a fruta para a roer.
    Todos gostaram da ideia.
    No dia seguinte, a fruteira estava cheia de bombinhas. A mãe estava a cozinhar quando viu Lourença a ir, sorrateiramente, até à fruteira. Foi ao pé dela e disse-lhe:
    - Se fosse a ti, não faria isso!
    Lourença ficou com medo e foi-se embora.
    Distraída, a mãe deixou a colher cair em cima da fruteira e… a fruta começou aos estalinhos!...
    Lourença ficou a pensar: “ O feitiço virou- se contra o Feiticeiro!”.
   
                                                                                                       Matilde Lopes - 7ºA 



Fez-se noite. Lourença tinha ido dormir e a sua família ficara na sala para acabar de vez com o seu vício.
A mãe, o pai e os irmãos pensavam. Marta disse logo que não faria parte ativa do plano, mas que daria ideias.
A mãe, depois de algum tempo, disse que seria difícil, mas que tinha tido a ideia de pôr “lagartas-goma” na maçã mais vermelha e apetitosa. Assim, quando Lourença a trincasse, pensaria ter acabado de morder lagartas. Todos concordaram e até combinaram um sinal.
No dia seguinte, Lourença achou todos muito estranhos, principalmente Marta que, nos outros dias, se armava em pancrácia com ela e, naquele dia, não. Sabia, no entanto, por experiência própria, que os adultos eram todos um pouco estranhos. Surpreendeu-se também com as ausências de Artur e Falco que tinham ido à pastelaria e à mercearia comprar doces (gomas) e maçãs vermelhas.
Quando regressaram, Artur e Falco entregaram a “mercadoria” à mãe. Tudo parecia pronto para a missão secreta.
A mãe pediu a Serafina que pusesse as gomas dentro da maçã mas que não se notasse quase nada.
Dado esse passo, o pai pôs a maçã na fruteira e esconderam-se todos, pois Lourença vinha lá. Esta escolheu a maçã “ envenenada” e trincou-a “com todos os dentes que tinha”.Ficou surpreendida e logo lhe saltou à vista uma enorme “ lagarta”.
A família apareceu e Lourença aprendeu a lição.


Mariana Major – 7ºA



Um dia, a mãe de Lourença, farta de ver maçãs meio comidas na fruteira, resolveu parar com o vício da filha.
            Reuniu a família e decretou que, daí em diante, não haveria mais maçãs naquela casa até que Lourença as comesse todas.
            Lourença não aceitou muito bem, foi para o seu quarto e pôs-se a imaginar.
            No dia seguinte, lá foi Lourença à fruteira tentar trincar a sua maçã, mas não lá estava nenhuma. Entrou em pânico. Não passava sem as suas maçãs. Apareceu, então, Marta:
             - Ó maninha, esqueceste que não haverá mais maçãs até perderes esse teu vício de trincar maçãs? Aguenta-te.
            E foi-se embora deixando-a, ali, a olhar para ela.
            Se era assim que elas queriam, então era assim que Lourença lhes “iria dar”.
            Começou a comer as maçãs que tinha escondidas numa caixa, debaixo da cama. Tentava comê-las todas, mas era tão difícil! Tentou, tentou e tentou. Conseguiu. Comeu todas as maçãs mas, desta vez, comeu-as até ao fim.
            Foi ter com a mãe:
            - Mãe, já consigo comer as maçãs todas.
            A mãe, nada convencida, tirou uma maçã que tinha escondido no frigorífico e deu-lha a comer. Lourença fê-lo e a mãe voltou a pôr as maçãs na fruteira, convencida de que a filha tinha perdido o vício.
            No dia seguinte, já lá estava a maçã meio comida na fruteira. Não havia nada a fazer!  Azar!
Mariana Conde – 7ºA

         
Como primo da Lourença, tive de planear um esquema para ela deixar de dar apenas uma trinca nas maçãs ou deixar de comê-las. É que a Serafina gosta muito de fazer bolo e compota de maçã e, quando vai a ver, já não há maçãs inteiras porque Lourença “comeu-as”.
         O meu esquema consistia em maçãs podres. Mandava Serafina ir comprar um quilo de maçãs e escondê-las na cave, onde Lourença nunca ia. Depois, dizia aos “mestres dos esquemas”, Artur e Falco que fossem lá abaixo pôr muitas mantas de inverno e lençóis para que apodrecessem.
         Depois de uma semana a apodrecerem, a Marta, perita em maquilhagem, pintaria as maçãs de vermelho e colocar-lhes-ia perfume para que ficassem como se tivessem sidas colhidas naquele momento. Parecia não haver nenhum problema.
         À medida que a Marta as fosse pintando, passá-las-ia ao pai que era cirurgião. Este cortaria a zona de baixo, colocaria um “comprimido de mau humor” e voltava a voltaria a compor a maçã como se não tivesse feito nada.
         Depois de algum tempo, as etapas já estavam todas cumpridas. Deixamos  Lourença em casa (no seu quarto) e fomos ao café da frente tomar uma bebida.
         Quando chegamos a casa, ouvimo-la gritar e dizer “AI QUE NOJO”.
No dia seguinte … no mês seguinte… e … no ano seguinte… nunca mais apareceram maçãs “mordiscadas” por Lourença

Miguel  Reis  7ºA   



Lourença, como todos sabem, sempre que tirava uma maçã da fruteira, dava uma só “trinca” e abandonava a sua maçã.
Um dia, os seus familiares e a Serafina resolveram impor uma dieta de maçãs à pequena Lourença. Dessa forma, já não se desperdiçariam mais maçãs.
Numa sexta-feira, após o jantar, o pai de Lourença resolveu dizer-lhe o que pretendia. Lourença, quando ouviu o seu próprio pai a propor-lhe tal coisa, ficou de tal maneira triste que passou uma hora a chorar no seu “barco de aventuras’’.
No dia seguinte, às escondidas, foi à cozinha em bicos de pés tentar dar a sua “trinca” habitual. Quando acabou de fazê-lo, foi-se embora, mas, foi apanhada pelo seu maldito irmãozito -  Falco - que foi logo contar à mãe.
Esta foi logo entregar a maçã a Lourença e disse:
- Não, não, minha menina! Agora comes a maçã até ao fim, senão obrigo-te a fazer a dieta de maçãs.
Assim, Lourença decidiu ir para o seu “barco’’ imaginando-se, no país das maçãs, podendo dar trincas infinitas em cada uma das suas maçãs.
 Sempre que era apanhada a “mordiscar” maçãs, a mãe recorria a esta estratégia. Assim, Lourença foi-se habituando a comer as maçãs inteiras e resolveu-se o problema.

Eduarda Vieira - 7ºA



Certo dia, a irmã Marta e a mãe viram Lourença a ir à cozinha trincar uma maçã e a ir embora pousando-a outra vez na fruteira. A mãe disse, então, a Marta:
- Filha, já sei de uma maneira para Lourença parar de trincar as maçãs!
- Como, mãe? – perguntou Marta.
- À noite, quando a tua irmã adormecer, vou esconder todas as maçãs debaixo da minha cama, assim, ela não as encontra. – afirmou a mãe.
Assim foi.
Na manhã seguinte, quando Lourença acordou, foi à cozinha “ comer” uma maçã e reparou que estas não estavam na fruteira. Foi aí que começou a pensar: “ Ao pé do jardim, onde eu costumo ir, há uma macieira com maçãs muito vermelhas e brilhantes. Enquanto a mãe não comprar mais maçãs, vou lá comê-las! “ E foi o que ela fez.
Os dias foram passando e as maçãs continuavam a não aparecer em casa. Lourença continuava a ir à macieira buscar maçãs…
Passaram dias, anos e nada!
Algum tempo depois, quando a mãe de Lourença achava que já lhe tinha passado aquela “mania”, voltou a comprar maçãs e a pô-las na fruteira.
Lourença reparou e roeu uma. Não adivinhou que a mãe e a irmã estavam a ver.
A mãe resolveu, então, que não valia a pena continuar a tentar, porque já tinha constatado que a filha jamais perderia o vício.


Jacinta Oliveira - 7ºA

terça-feira, 25 de novembro de 2014

HISTÓRIA COM PALAVRAS (ao contrário de Mª Judite de Carvalho)

Desço a rua, cumprimento os meus vizinhos, entro no metropolitano, sorrio para a menina que está na bilheteira, digo-lhe “Bom Dia!” e esta responde-me “Bom Dia!”
Dou-lhe o retangulozinho com um enorme sorriso. Desço a escada, cantarolando e espero que o metropolitano se aproxime. Lá dentro, cada passageiro vive no seu mundo: namorados a namoricar, um pai paciente a jogar no Tablet com o filho, jovens a teclar no computador ou no telemóvel, idosos a trocar dois dedos de conversa…
Na minha paragem saio. Subo as escadas divertida. Atravesso a rua colorida, sigo pela rua fora e entro na loja. Pego na minha cestinha de flores e escolho caixas, latinhas, pacotinhos de alimentos saborosos. Tudo era bonito, apetitoso, cheiroso e atraente.
A menina da máquina registadora recebe a nota e dá-me o troco, com muita simpatia, atenta a cada cliente.
Já tinha saudades de entrar no metro, de ver aquela agitação e até de pagar o retangulozinho à menina sorridente que me perguntava sempre se estava bem de saúde e como estava a família…
Estou de volta à minha alegre casinha com as minhas compritas tentadoras e perfeitas.
Relembro, então, a menina sorridente que me deu o retangulozinho, cada passageiro no seu mundo, a loja, a menina da registadora com a sua delicadeza. Que dia alegre e colorido… Cheio de palavras!!!...




Ana Cláudia 9ºC nº1

segunda-feira, 12 de maio de 2014

RIMANDO COM "OS LUSÍADAS"

Concluído o estudo de Os Lusíadas de Luís de Camões, experienciámos o desafio da rima interna…



Depois de muito enfrentar
Lá conseguiram chegar ao oriente.
Com o coração ardente partiram.
Vestiram coragem e bravura.
Com loucura, à aventura foram.
Muito suor e sangue derramado
Pelo povo amado, a Glória alcançaram.

A marca cravou no povo leal,
Camões, o mecenas de Portugal!

Gonçalo Couto, Marco Oliveira e Rafael Lopes (9ºC)

Um amor correspondido
Que, num mundo perdido, ninguém via
Resultar sem dor, não poderia
Pois não consentia, el-rei superior

Uma história de amor
Com dor, num ponto acabada
Sem sorte, de Pedro, a amada
Foi derrubada, vencida pela Morte


Afonso Sousa, Mª Inês Gil e Tiago Martins (9ºC)


No início da paixão
Houve traição no amor:
O que era lealdade
Tornou-se infelicidade e dor

No dia da sua morte
A sorte não a esperou
Em vão implorou compaixão
Seu coração de mãe suplicou…
… o Amor não replicou…


Mariana Pereira, Sofia Baptista e Vera Veríssimo (9ºC)

 Adamastor

Ninguém diria que aquele Amor
Em dor se transformaria
Com o mar seu degredo
Logo um rochedo tinha de abraçar

As ninfas eram uma perdição
Sem compaixão, pelo frágil coração
O Adamastor, pobre rochedo
Feio e ledo, um dia sonhou

Ana Silva e Inês Marques (9ºC)




sexta-feira, 9 de maio de 2014

POETA E … INVENTANDO

A propósito do texto poético, tentando dar asas à imaginação e pés para andar à criatividade, foi solicitado aos alunos que reescrevessem poemas “À moda de…” alguns poetas contemplados nas metas curriculares. A experiência revelou-se produtiva e a sessão fotográfica animou os ânimos! Brevemente serão publicadas as “obras-primas”. 

                                        

                                             À MANEIRA DE PESSOA...

       Ó escola da minha vida



Os anos vão passando
Existe uma saudade que contém
Algo não explicado
Uma vontade que se mantém

                                                    Infância bem vivida
Com muita euforia
Uma experiência vivida
Amada p’la maioria

Mas com o passar do tempo
O mundo foi perdendo a magia
Hoje toda esta felicidade
É somente nostalgia
Mª Inês Gil (9ºC)

Ó VELHA DA MINHA ALDEIA


Ó velha da minha aldeia,
Doente no teu caminhar,
Por cada vez que falas
A alguém fazes pensar.

É tão lento o teu andar,
Tão largo como a tua vida…
E na mente sentes pesar
Ao veres a terra de raiva ardida.
 
E lá vais vivendo…
Ficas aí sentada a coser
Mas uma coisa te vou dizendo:
de ti nunca me vou esquecer!…

Henrique Oliveira (9ºC)



 

Ó FONTE DA MINHA ALDEIA


  Ó fonte da minha aldeia,
  De água cristalina
  Pareces transmitir
  Música em surdina.

  Ó fonte da minha aldeia,
Ouviste a bela camponesa
De olhar doce e meigo
Como a própria natureza.

Ó fonte da minha aldeia,
Segredos soubeste guardar.
Agora, esquecida,
O tempo passas a dormitar.
   
José Santos (9ºC)


Ó Castelo de Ourém


                     Ó Castelo de Ourém,
                     Centro da freguesia,
                     Mal nunca nos deixaste ficar, porém
                     Só nos deste gigante alegria.

                     És dos mais belos
                     Conhecido como um dos melhores
                     Com os teus detalhes tórridos
                      Tu tens tantos valores.

                     Obrigado, castelo da nossa freguesia,
                     Pois com tantas alegrias,
                     Nos ajudaste a fazer poesia
                     Com muita ou pouca sabedoria.

Sofia, Mariana, Vera e Marco (9ºC)



Ó FACEBOOK DA MINHA VIDA



Ó facebook da mina vida, 
Mexes tanto com a minha alma.
Cada publicação tua 
Tira-me toda a calma!

Um fotografia publicada
Tanto pode deixar-me bem
Como mal-humorada 
Ou triste, também...

Uma coisa acabada de publicar 
Muito pode transmitir
Deixa-me a chorar 
ou faz-me rir...

Vejo um pedido de amizade 
Nunca sei o que fazer
Será que aceito com vontade
Ou recuso e finjo não conhecer? 


Diz, facebook da minha vida!!! 

Liliana Silvano (9ºB)


Ó COLOMBO DO MEU CORAÇÃO


Ó Colombo do meu coração,
Tantas coisas para comprar
Ou apenas para navegar...

Descobrindo novas lojas
Para o armário preencher
Só para marinheiro ver.

Que saudade....
Remando até ti,
Ó Colombo do meu coração.

Rita, Catarina e Diana (9ºB)

NÃO CONTES O TEMPO, AVÔ


Memórias me deixas 
de uma pessoa fantástica 
que antes do tempo partiu .
Todos os dias contas as horas, os minutos
os segundos.

Agora, és a recordação
que ele me deixou. 
Contas o meu tempo como
outrora contaste o dele.
E despertas em mim a saudade
do pouco que vivemos juntos.

Obrigado, avô, pelo legado.

Rafael Lopes (9ºC)





SEGUINDO MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO 


No meu peito há uma porta
Que nunca está aberta
Mas quando passo por ela
O coração aperta...

Tento encontrar a chave
Mas a morte aproxima
Procuro em 1001 sorrisos
Todos vão dar àquela menina

                    Não sei se conseguirei abri-la
                    Apesar de curta, a vida é bela
                          Podre porta há de ficar
                        Na enferrujada chave dela  

Tiago, João e Rodrigo (9ºC)




  No meu peito há uma porta
 que guarda os meus segredos
amizades e amores perdidos
  e até os meus maiores medos

Quando se abre
algo acontece
Confiança posta à prova
(nem tudo é o que parece...)

Os meus segredos bem guardados 
aos poucos foram revelados
amizades perdidas
mil experiências vividas

De nada mais quero saber.
Para mim já não importa.
Nunca ninguém irá saber:
no meu peito há uma porta!...

Ana Silva, Inês Marques, Mº Inês Gil e Marta Oliveira (9ºC)


NO ENCALÇO DE SOPHIA


Porque quero mas não tenho
Porque não paro de imaginar
Para tudo ou para nada
Porque canto mas não me ouves

Porque preciso que me ouças
Onde quer que estejas
Porque caio mas não me amparas

Porque me ouço e me vejo
E no meu espelho não te revejo
Porque te amo mas tenho medo
Porque te espero
E o tempo não para
Porque corres mas não te apanho


 Cátia e Raul (9ºB)



Porque estou triste mas sorrio
Porque só quero o que não posso ter
Para ser feliz
Porque tenho tudo mas sinto nada ter

Porque gosto de sonhar
Onde tudo posso ter
Porque tudo é possível mas não real
Porque vivo infeliz e sozinha
E só quero quem não me quer
Porque o mundo é cruel mas dele não posso escapar

Porque quero fugir
E ir até ao INFINITO
Porque estou quase a partir mas ainda te espero

Beatriz, Daniela e Diana (9ºB)



Porque quero mas não posso
Porque tenho que resistir
Para em frente seguir
Porque posso mas desejo

Porque tu és viciante
Onde quer que vá, estás presente
Porque contigo não dá mas não sais da minha mente

Porque és um desejo e uma perdição
E em ti encontro tudo o que procuro
Porque és tudo mas não és meu

Porque te quero comigo
E mais do que um amigo
Porque quero mas não posso!

Liliana Silvano (9ºB)


Porque caímos e nos levantamos
Porque acreditamos no que achamos
Para chegarmos onde não estamos
Porque a vida passa e não percebes
Porque mais tarde te arrependes
Onde nos leva ela?
Porque é traiçoeira...

Porque caímos sempre na ratoeira
E porque fazemos sempre a mesma asneira
Porque ficamos tristes assim

Porque somos humanos!
E toda a vida erramos
Porque nos levantamos e lutamos!
Para ter o que desejamos!

Gonçalo Couto (9ºC)



Porque existem sentimentos
Porque não sentimos menos
Para depois, no fim, não sofrer
Porque temos nós que viver

Porque não vivemos num mundo em solidão
Onde não partiríamos o coração
Porque afinal vamos todos morrer

Tiago, João e Rodrigo (9ºC)


















IMITANDO CAMÕES E GEDEÃO


A NOITE DA ZECA

De carro vai p’ra discoteca
Zeca, a meia-leca,
Leva o cigarro na boca
Aquela cabeça oca!…
Vai sem pressa, a boneca

A seu lado, vai um rapaz
Com uma fome voraz,

Mas, com ela ao lado
Só tem tempo p’ra um gelado
Ia sem pressa, a boneca

Ao chegar à discoteca
A força quis entrar
A tentativa correu mal
E à prisão foi parar
Foi sem pressa, a boneca

Sérgio Cardeal e João Marçal (8ºC)



IVETE, A COQUETTE

Formosa vai para a noite,
 Ivete, a coquette,
Mostra um sorriso bright
Exibe a toilette.

Vai sem stress
Jean azul
Tricot da quermesse
à moda do sul.

É midnight
De boca sequinha
Bebe uma caipririnha light
Fica toda avariadinha.

Tem tratamento VIP
Para a casa regressar
apanha boleia do jeep
que acaba de chegar.

Para a noite acabar,
Só falta ir ao facebook
A novidade dar
E falar do seu look.


João Miguel, Miguel e Ronaldo (8ºC) 



LEONOR, PELA CALÇADA

À pressa vai para a noite
Leonor, pela calçada.
Leva n’orelha o alargador
Que sempre causa furor
Vai cheirosa e não madura

Calça sapato de salto alto
Veste um short à maneira
Um top fino de papelote
Mostra a roupinha da feira
Vai cheirosa e não madura

Sempre a teclar no telemóvel
Caminha com avidez
Dispensa o automóvel

Sem qualquer timidez
Vai cheirosa e não madura

Pula, pula, noite dentro
Exibindo a tatuagem
Das atenções é o centro
Tão bela é a imagem
Vai cheirosa e não madura

O. J.



ROSA, A CHARMOSA

Charmosa vai para a escola
Rosa e a sua sacola
Mais branca que a neve pura
Olhos cor de verdura

Tem abundante cabelo
Negro como a noite
Longo e encaracolado
Sempre bem penteado

A caminho do autocarro
Um bonito rapazola
Com casaco de grande gola
Oferece-lhe um cigarro

Sabendo que faz mal à saúde
Temendo pela juventude
Vai beber uma coca-cola
No café da Lola

Entra no autocarro
Com um sorriso estampado
Tal foi a sorte

De não se ter encantado.

Mª Rui, Mariana e Mónica (8ºC)


ROSITA, A CATITA

A pé vai para a escola,
Rosita, a catita
Leva, na mão, a bola
Parece um rapazola!

Na sacola, leva a cola.
Feliz vai driblando
Mas estraga a bola.
Parece um rapazola!

Chorando,
Da sacola tira a cola
Para colar a bola.
Parece um rapazola!

Perde a hora.
Não quer ir à aula.
Vai jogar a bola.
Parece um rapazola!

À noite,
Regressa a casa.
Com recado na sacola
Parece um rapazola! 
Ai! Pôs o pé na argola!!!

Mª Fátima Poeta (8ºC)

LENA, CHEIRINHO A ALFAZEMA


De ténis, vai ao cinema
Pela estrada fora, Lena,
Cheirinho a alfazema,
Simplesmente vai bela!
“Viver a vida” é lema!

Sozinha não quer ir
Pensa num esquema…
E sempre a sorrir,
Faz um telefonema!
“Viver a vida” é lema!

De companhia arranjada
Do atacador faz algema
E, bem acompanhada,
Até faz um poema!
“Viver a vida” é lema!

Mª Reis, Ariana, Patrícia e Ema (8ºC)


SOLITÁRIA VAI, SALOMÉ 

Solitária e calada,
Salomé, vai para o café
Caminhando pela estrada
Com o seu bebé.

Sente falta do amado  Zé 
Que foi para Guiné
Deixando-a sozinha 
Com o seu bebé.

Salomé tem fé 
De rever o seu Zé.
Entra no chalé
Vê-o no canapé. 

Logo faz grande banzé 
Com o pequeno Tomé.

Carolina e Beatriz (8ºC)

De Porsche, vai p’ra escola

De Porsche, vai p’ra escola
Sofia, muito divertida,
Voa na autoestrada
E a polícia nem liga.
Vai confiante, a gabarola!

Leva na cabeça a pala
E, na mão, uma mala
Ao lado do condutor
Até perda a fala.
Vai confiante, a gabarola!

Prego a fundo
Buzina a todo momento
É a mais bela do mundo
Em rápido movimento!
 Vai confiante, a gabarola!

Leandro Costa (8ºC) 

DE MOTA NO GERÊS

De mota vai para o Gerês
Com o seu namorado japonês
Inês, aquela que fala francês,
Filha de um escocês.

Aí, sob o guarda-sol
Com seu perfume cheiroso 
Come um rissol
Com um olhar curioso.

Aquele par amoroso

Vê chegar o pôr-do-sol
Lento como o caracol
Sem qualquer briol.

Anthony, Luís, Marcelo e Marcelino (8ºC)



VOLTOU À DISCOTECA, REBECA



Voltou à discoteca, Rebeca,
Para nela bem dançar
E o seu amor encontrar.
Vai bela e elegante
mas não arrogante!


Leva um simples vestido, 
Que não é muito comprido,
Uns sapatos dourados
Que lhe estavam apertados.
Vai bela e elegante
mas não arrogante!


Já sentada a descansar 
Olhando a seu redor
Ouve alguém chamar 
Seu nome com calor.
Vai bela e elegante
mas não arrogante!


De olhar brilhante 
Recebe uma bela flor
e um anel de diamante
Como prova de amor.
Ficou bela e radiante
de olhar brilhante!!!


Lídia, Daniel e Eunice (8ºC)